STUDY OF THE SUN

Um estudo do sol de inverno na Floresta de Fontainebleau, França

 

Sol de inverno pálido entre pinheiros na névoa da Floresta de Fontainebleau, fotografia em filme preto e branco.

Study of the Sun I

 

 

Sol a atravessar os galhos dos pinheiros sobre arbustos iluminados em Fontainebleau, fotografia em filme preto e branco.

Study of the Sun II

 

 

Três sóis sobrepostos entre árvores altas em Fontainebleau, múltipla exposição em filme preto e branco de médio formato.

Study of the Sun III

 

__

Um estudo do sol de inverno na Floresta de Fontainebleau, para onde os artistas da Escola de Barbizon, um movimento artístico entre 1830 e 1870, costumavam ir pintar a paisagem.
A artista vive parte do ano numa casa nesta floresta desde 2010, onde desenvolve vários projetos artísticos.

Preto e branco, médio-formato, filme. Múltipla exposição.
2016, Barbizon/França

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL, BNP PARIBAS, SÃO PAULO, 2026
EXPOSIÇÃO COLETIVA, ATELIÊ CASA UM, SÃO PAULO, 2026
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL, CARIBÉ GALLERY, SÃO PAULO, 2025

 

__

(texto curatorial)

Study of the Sun é uma série fotográfica concebida por Emilia Brandão Carneiro na Floresta de Fontainebleau, em Barbizon, França. Neste local, artistas da Escola de Pintores de Barbizon se reuniam para pintar as paisagens. Fotografada em preto e branco, com filme de médio formato e múltiplas exposições, a série aborda poeticamente a presença fugaz e distante do sol durante o inverno.

Aqui, a luz solar ultrapassa o fenômeno natural para assumir contornos simbólicos, evocando ideias de renascimento e transcendência espiritual em uma floresta que exala misticismo.

A artista explora a experiência sensorial de contemplar a incidência solar específica desta época do ano. Efêmera, ela marca profundamente o ambiente. Imagens tremidas e ofuscadas traduzem visualmente a dificuldade física de olhar diretamente para a luz, sugerindo uma percepção emocional e introspectiva.

Ao evocar mitologias que associam o sol a forças divinas e criativas, Study of the Sun convida o espectador a refletir sobre a relação alienada entre ser humano e natureza e a importância de nos reconectarmos com o tempo da Terra.

texto: Luiza Testa