EXPOSIÇÕES COLETIVAS

Feira SP-ARTE
Particular Galeria | São Paulo/Brasil, 2026

 

Stand E18 da SP-Arte 2026 com a fotografia Berni IX, de Emilia Brandão Carneiro, entre pinturas, esculturas e design.

 

Stand E18 da SP-Arte 2026 com a fotografia Berni IX, de Emilia Brandão Carneiro, entre pinturas, esculturas e design.

A Particular Galeria apresenta, na SP-Arte 2026, um estande com curadoria de Bianca Bernardo que investiga a casa como metáfora do abrigo — território de memória, pertencimento e cuidado.
Em diálogo com os pensamentos de Gaston Bachelard e Yi-Fu Tuan, a proposta amplia a noção de casa para além da construção material, compreendendo-a como espaço fundante da experiência sensível. Se a casa física organiza o mundo entre interior e exterior, as casas espirituais — tecidas por ancestralidade, linguagem e fé — estruturam nossa identidade e transformam o espaço em lugar de signi cado e afeto. Como observa Bachelard, “a casa é o ninho da imaginação”, e Tuan acrescenta que “o lugar é o espaço carregado de signi cado e valor afetivo”. A casa é matéria e sonho, abrigo concreto e paisagem interior: não apenas a habitamos, mas somos constituídos por ela.
Ao aproximar essas dimensões, o projeto propõe refletir sobre o habitar como gesto ético e coletivo. Construir, preservar e cuidar atravessa os espaços visíveis e invisíveis que nos constituem. Em tempos de urgências ambientais e sociais, pensar a casa é reconhecer a interdependência entre o íntimo e o coletivo — compreender que todo abrigo implica responsabilidade compartilhada.

 

Curadora: Bianca Bernardo

Particular Galeria

Arquiteta: Tatiana Coutinho

São Paulo/Brazil

Abril.2026

Obra: BERNI series

Artistas: Ana V. Lopes – Andrey Guaianá Zignnatto – Cleverson Oliveira – Douglas Knesse – Dudu Garcia – Emilia Brandão Carneiro – Fernando Burjato – Geraldo Marcolini – Isabê – Liana Nigri – Liliana Sanches – Luiz Martins – Luiz Philippe – Mayra carvalho – Maria-Carmen Perlingeiro – Marina Rodrigues – Tony Camargo

 


“A Chama de uma Centelha”
Ateliê Casa Um | São Paulo/Brasil, 2026

 

Exposição coletiva no Ateliê Casa Um, São Paulo, com pinturas, esculturas e Study of the Sun I, fotografia analógica de Emilia Brandão Carneiro

Centelha é o instante em que a matéria bruta desperta para si mesma um lampejo, uma intuição. Um ponto de luz incandescente que fende a escuridão antes da compreensão dos olhos. Essa partícula ígnea, em forma de faísca, chispa ou fagulha, aparentemente em vôo solo, surge com uma força eletrizante, sem controle ou consciência de sua própria energia e potência. Ainda assim, mesmo que se sinta insignificante, esse estalo é suficientemente fértil para inflamar uma fogueira ou se alastrar e incendiar uma floresta inteira.

Ao longo dos últimos dois meses, 23 artistas visuais brasileiros, residentes no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos, fizeram parte da primeira edição do Flamma — Programa de mentoria e acompanhamento crítico- curatorial da plataforma Spiritual in Art, da qual sou fundadora e pesquisadora. Sob minha orientação e incentivo, o grupo, que já apresentava em comum a investigação sobre propriedades espirituais, metafísicas e invisíveis em suas produções, pôde ampliar e refinar suas pesquisas, transmutar velhas crenças e expandir sua prática para, em ressonância, atingir o ponto mais alto de sua jornada artística e espiritual até o momento.

A partir de trocas de experiências, positivas e complexas, ao redor da imensidão do fogo, compartilhadas durante nossos encontros, foi canalizado que este elemento natural precisava, como uma tocha, guiar a exposição. No desenrolar deste período, os artistas estavam, muitas vezes, ainda que com espanto, batendo uma pedra contra a outra para fazer faísca. E, embora, vivenciando todo o processo coletivamente, cada um descobriu individualmente seus tempos, ritmos, sentimentos e possibilidades de criação artística, em um exercício diário para que um raio, figurativamente, caísse em suas cabeças, trazendo as mensagens que poderiam ser retratadas nesta mostra.

As correntes gnósticas sustentavam que cada ser humano apresenta uma scintilla animae (centelha anímica), uma semente de luz ou fragmento de um fogo-Deus maior, em busca de retornar à fonte. O conceito ganha corpo na mística medieval, especialmente com o teólogo Mestre Eckhart, que defendia que essa centelha reside no fundo da alma, no ponto de encontro do humano com o divino ou com o Eu-Superior. É nesse âmago que temos a conexão com o todo. A centelha é o sol invisível no centro do ser humano: ao mesmo tempo a menor coisa e a mais essencial.

O Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, atribuídos a Hermes Trismegisto, revelam que o fogo primordial não nos pertence, somos feitos dele. Os sete princípios herméticos que estruturam essa cosmologia atravessam o território desta exposição, em especial três: o princípio da Correspondência, sintetizado na máxima “como acima, assim abaixo”, que revela que a chama interior e o fogo do cosmos são a mesma força em escalas distintas; o princípio da Vibração, segundo o qual nada está em repouso e tudo pulsa em frequências que se transformam, como o próprio fogo, que jamais é o mesmo por dois instantes consecutivos; e o princípio da Polaridade, que ensina que luz e sombra, criação e dissolução não são opostos absolutos, mas graus de um mesmo espectro. Nessa visão, a escuridão não precede o fogo por acidente, ela é a condição que o torna visível.

A exposição parte do fogo mais terreno, ardente e ancestral, e percorre as interpretações do imaginário ígneo até alcançar um estado de maior transcendência. Há referências na alquimia, onde o fogo é o grande agente da transformação, no casamento entre o sol e a lua. Da Grande Obra alquímica, que atravessa o negro da putrefação e o branco da purificação até o vermelho da pedra filosofal, quando o ovo alquímico se abre revelando o ouro. O Tarot também é convocado, com Paus como naipe do fogo, que ressoa em uma das peças desta mostra, evocando a expansão por meio da partilha e do rito coletivo. A individuação psíquica de Carl Gustav Jung também se faz presente: na travessia das próprias densidades como condição para a ascensão a estados elevados de consciência, que aqui culmina, na tradição védica, na figura de Agni, divindade do fogo. No Bhagavad Gita, texto sagrado hindu: “não acender o fogo significa recusar-se a aceitar o comando do si- mesmo”.

As obras reunidas aqui atravessam esse campo simbólico por linguagens e técnicas distintas, como pintura a óleo, acrílica, aquarela, pastel seco e oleoso, em pigmento, e spray; fotografia encenada, com múltipla exposição, e expandida; vídeo, projeção, instalação; escultura em cerâmica; têxtil bordado à mão, com palavras ou fragmentos de espelho, pedrarias e aviamentos. O inconsciente irrompe em paisagens oníricas, veladuras cromáticas, processos de transmutação, picos de canalização, conexão com a natureza e o cosmos, portais e rituais.

Gaston Bachelard, em A Psicanálise do Fogo, propôs que o fogo é o elemento que mais convida à rêverie, esse estado flutuante entre o sonho e a vigília em que a imaginação se aprofunda em vez de se dispersar. Em A Chama de uma Vela, Bachelard se dedicou ao encantamento de uma chama solitária e ao que ela é capaz de despertar no sonhador e é desse pensamento que parte o título desta exposição: a presença de uma chama que nasce do mínimo e, ao se sustentar no tempo, ilumina cada vez mais. A centelha é esse chamado interno dos artistas; a chama, a energia que a obra emite ao se encontrar com o outro. Uma única faísca é suficiente para iniciar a ignição; um único trabalho que toque sua profundidade verdadeira é capaz de iluminar quem o contempla. Este é o convite da exposição e do programa que a originou: que cada um reconheça a centelha que lhe pertence e, ao fazê-lo, a acenda.

Texto: Marina Bortoluzzi

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Curadoria e Produção: Marina Bortoluzzi

Ateliê Casa Um, São Paulo/Brasil

Obra apresentada: Study of the Sun I

Abril, 2026


“Memória, identidade e território”
BNP Paribas HQ | São Paulo/Brasil, 2025

(por confidencialidade do banco as fotos não podem ser visualizadas)

 

Memória, Identidade e Território

“Entre o íntimo e o coletivo, entre o lugar vivido e o imaginado, a memória de natureza mutável e a identidade individual e compartilhada, constroem territórios que transcendem a geografia, desdobrando-se em espaços de pertencimento, afeto e narrativa. A exposição Memória, Identidade e Território reúne obras de Emilia Brandão Carneiro e Gabriela Stragliotto, que, em seus universos poéticos, revelam diferentes formas de habitar e inscrever o mundo. Neste encontro, somos convidados a revisitar lugares, reimaginar histórias e reconhecer a memória como força vital na tessitura do sujeito e do coletivo, desafiando-nos a ocupar territórios em constante transformação.

Nas fotografias de Emilia Brandão Carneiro, o território emerge como extensão da sensibilidade. Em Sentimental Journey (2016–2019), cisnes deslizam pelas águas do Rio Sena, junto à Ilha de La Jatte, em Paris. Envoltos por névoa e silêncio, seus corpos suspensos condensam a poética do intervalo que atravessa sua obra: aquilo que não se fixa, mas persiste. O uso da película em preto e branco, das múltiplas exposições e do meio formato acentua essa estética da suspensão, em que o tempo se dilata e a memória se deposita em camadas sutis. Mais que registros, suas imagens são pausas: fragmentos que revelam afetos invisíveis entre espaço e experiência. Esse olhar contemplativo também se manifesta em Berni (2020–2022), que acompanha os últimos dias de um cavalo de salto profissional, aposentado entre Portugal e França. O corpo animal, em fim de ciclo, funde-se à paisagem em um silêncio ritual. Em Performance of a Dream (2018), a floresta de Fontainebleau torna-se cenário para uma coreografia filmada e fotografada, em colaboração com Marina Droghetti e Lital Weizman, dissolvendo fronteiras entre corpo, natureza e imaginação. Já em Paris Glacial (2017), uma forte nevasca transforma a cidade em paisagem deserta e suspensa, reforçando a atmosfera que atravessa toda a sua produção.

Nas obras de Gabriela Stragliotto, a memória assume contornos oníricos e espectrais. Suas pinturas, desenhos e instalações constroem paisagens habitadas por figuras anônimas, presenças em trânsito entre o aparecer e o desaparecer. Nascida no interior do Rio Grande do Sul, com vivências em centros urbanos e formação em arte e cinema, a artista desenvolve um léxico visual próprio, estruturado em séries que se repetem, se diluem ou se transformam. Sua poética reflete o deslocamento e a impermanência como aspectos centrais da identidade e da experiência contemporânea. Memória, Identidade e Território convida o público a percorrer esses caminhos entre margens de rios, cidades distantes e paisagens produzidas, reconhecendo nos rastros deixados pelas artistas algo de si: uma imagem, uma sensação, uma história que também nos atravessa. Ao entrelaçar lembrança, subjetividade e espaço, a exposição reafirma o território como campo simbólico e sensível, onde experiências se inscrevem e se reconfiguram. As obras operam como cartografias afetivas que revelam modos de estar no mundo: sempre em trânsito, sempre em transformação.”

Nuria Vieira, curadora

 

Produção: AYO

Curadoria: Nuria Vieira

Banco BNP Paribas, sede em SP

Dez.2025-Jan.2026

São Paulo/Brasil

Artistas: Emilia Brandão Carneiro e Gabriela Stragliotto

 


“A Gente Ama o que Não Conhece”
MITS Galeria | São Paulo/Brasil, 2025

Duas fotografias florais de When Winter Met Spring, de Emilia Brandão Carneiro, na Galeria MITS, São Paulo, ao lado de pinturas e esculturas

 

A exposição “A gente ama o que não conhece”, com curadoria de Victor Valery a convite da MITS Galeria, apresenta uma seleção de obras de sete artistas escolhidos pela VANDL ART, abrangendo as disciplinas de pintura, fotografia e escultura. Inspirada na pintura homônima de Brenda Nicole, esta mostra desafia a máxima de Santo Agostinho, “Só amamos aquilo que conhecemos”, sugere que o amor e a apreciação podem emergir do desconhecido e do inexplorado.

A curadoria articula debates contemporâneos sobre produção e circulação cultural como alicerces conceituais, desafiando a linearidade cronológica da história da arte e evocando técnicas, movimentos e formatos de épocas distintas. Sendo assim, cada artista contribui com sua própria perspectiva, refletindo o espírito do tempo e proporcionando ao público uma visão singular, promovendo um espaço de experimentação crítica a partir de diversas perspectivas e estéticas. As obras, ao navegarem por temas centrais como identidade, abstração, memória cultural, transformação e a relação entre formas e materialidade, tecem uma rede complexa que conecta o artístico ao trivial.

A exposição ‘A gente ama o que não conhece’ visa, assim, estimular o surgimento de uma nova geração de artistas, admiradores e colecionadores. Ao explorar novas perspectivas com uma força estética, a mostra amplia horizontes e desafia convenções, apresentando obras que subvertem expectativas e encorajam o público a repensar suas referências visuais, conceituais e afetivas.

Texto: Victor Valery

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ARTISTAS: Brenda Nicole, Emilia Brandão Carneiro, JAMEX, Josh Brandão, Raquel Pater, Ricardo Bueno, Vivi Rosa

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Curadoria: Victor Valery

Produção: VANDL ART

Galeria MITS, São Paulo/Brasil

Série apresentada: When Winter Met Spring

Sep, 2024

 

 


“Girls just wanna have fun”
Galeria MOVART | Lisboa/Portugal, 2025

galeria em Lisboa

“Girls Just Wanna Have Fun transforma o brincar em poder, o riso em linguagem e a criatividade em comunidade. Quando mulheres criam juntas, alimentam a energia, as histórias e os sonhos umas das outras. Inventam novos mundos onde a beleza, a coragem e a curiosidade se entrelaçam. A colaboração torna-se empoderamento; o ato criativo torna-se celebração.

As obras em exibição refletem um universo onde a intuição encontra a memória, a matéria encontra o mito e a emoção encontra a liberdade. Do íntimo ao político, do lúdico ao profundo, cada artista acrescenta a sua voz única a uma sinfonia coletiva da criação feminina. Neste espaço, a beleza toma forma através da alegria, a criatividade multiplica-se pela conexão e a presença feminina deixa de ser exceção para tornar-se regra.”

Texto: Federica Elena

Obra: “Pas de Deux”
(120 × 180 cm, fotografia em preto e branco)
Bailarina Marina Droghetti, performance em Paris.

Curadoria: Federica Elena & Irina Gordienko (The Curated Lisbon)

Local: Movart Gallery: Lisboa/Portugal.

Datas da exposição: 04.12.2025 – 30.01.2026

 


“OpenWalls Arles”
Galerie Huit & British Journal of Photography | Arles/França, 2023

 

Visitantes na exposição OpenWalls Arles, na Galerie Huit Arles, diante do painel introdutório entre janelas com persianas brancas.

 

OpenWalls Arles é um prémio internacional de fotografia promovido pelo British Journal of Photography e criado em colaboração com a Galerie Huit Arles. OpenWalls oferece uma oportunidade única para que fotógrafos emergentes e consagrados exponham o seu trabalho em paralelo com Les Rencontres d’Arles, o evento anual mais prestigiado do setor da fotografia.

Em resposta ao tema da Verdade, as 50 imagens individuais e as duas séries vencedoras refletem sobre questões como a inteligência artificial, as realidades políticas, a narrativa histórica e a autorrealização. Num momento em que a ideia de verdade é instável, as respostas a ela são mais instigantes e diversas do que nunca. Ao escolher a Verdade como tema de OpenWalls Arles Vol. 4, o BJP convidou à exploração de diferentes interpretações, selecionando imagens que revelam o desejo de preservar tradições, questionar a autoridade, valorizar os outros e imaginar novos futuros em nome da verdade.

OpenWalls Arles Vol. 4 estará em exposição na Galerie Huit Arles —uma mansão do século XVII e espaço artístico situado no coração cultural da cidade— de 5 de julho a 23 de setembro. A galeria é membro da Gallery Climate Coalition, e a exposição será produzida de forma sustentável, com medidas como a utilização de molduras recicladas e a impressão local.

As obras vencedoras foram selecionadas por um júri de referências do setor, composto por Sarah Leen (fundadora do Visual Thinking Collective e antiga diretora de fotografia da National Geographic), Paris Chong (diretora da Leica Gallery LA), Michael Famighetti (editor da revista Aperture), Azu Nwagbogu (fundador e diretor da African Artists’ Foundation —AAF— e diretor do Lagos Photo Festival), Mutsuko Ota (diretora editorial da revista IMA), Julia de Bierre (diretora da Galerie Huit Arles) e Matt Alagiah (editor-chefe do It’s Nice That).

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Data: jul-set.2023

Local: Galerie Huit, Arles/França

Prêmio: British Journal of Photography

Artistas: Alvin Ng | Anna Sellen | Ayesha Jones | Bert Daenen | Hark1karan | Carina Lammers | Chidinma Nnorom | Curtis Hughes | Emilia Brandão Carneiro | Emmaline Zanelli | Flora Vever | Francesco Gioia | Frankie Mills | Frederic Aranda | Frederike Kijftenbelt | Guillaume Flandre | Güzin Mut | Heather Agyepong | Jacopo Papucci | Jeffery Becton | Jesse Glazzard | Jessica Gianelli |  Julia Gunther | Julian Simmonds | Katya Ilina | Kelly-Ann Bobb | Kimbra Audrey | Kristina Varaksina | Laura Roth | Lieh Sugai | Liu Kunkun | Lucas Ziegler | Lucia Jost | Marcel Top | Mark Griffiths | Qi | Nasti Davydova | Ralph Whitehead | Rico X | Roxana Savin | Sandra Chen Weinstein | Savas Onur Sen | Selene Magnolia | Şener Yılmaz Aslan | Seunggu Kim | Sherwin Rivera Tibayan | Mansurov Timur | William Mark Sommer


“Catalogue”
Galeria F&deO | Madri/Espanha, 2022

 

Painel da exposição Catalogue na F&deO, Madrid, com fotografias de When Winter Met Spring e BERNI, de Emilia Brandão Carneiro, entre outras obras

 

Ao completar seu primeiro aniversário, a F&deO apresenta uma exposição coletiva para expressar a sensibilidade que promove. Você vai encontrar obras elegantes, suaves, cheias de nuances, misteriosas, delicadas e profundamente memoráveis. Há um pouco de tudo: pintura, fotografia, bordado, escultura. Cada peça destaca uma faceta diferente do feminino, e convidamos você a vir perguntar sobre as que mais despertarem sua curiosidade. Mas, acima de tudo, convidamos você a vir aproveitar, a se deixar emocionar, a permitir que as peças façam com você exatamente o que acreditamos que a arte deve fazer: conectar você com suas camadas mais profundas, de forma evocativa e sugestiva, mas nunca forçada.

Exposição: Catalogue
Galeria: F&deO
Madri/Espanha
24.11.2022 – 14.01.2023
Artistas: Miranda Boulton – Emilia Brandão Carneiro – Célia Bruneau – Adriana Cabello – Louise de Lima – Ana González – Jo Roets – Laura San Segundo – Jemima Sara

 

 


“South.Southwest”
Galeria RE|Space | Berlim/Alemanha, 2020

Vista da exposição South.Southwest na RE|Space, Berlim, com fotografias a cores e obras em preto e branco de Emilia Brandão Carneiro

 

Vista da exposição South.Southwest na RE|Space, Berlim, com fotografias a cores e obras em preto e branco de Emilia Brandão Carneiro

 

As obras da coleção South.Southwest exibidas na galeria re|space, em Berlim, constituem um recorte visual curado da identidade latino-americana. A paleta visual é tão diversa quanto os povos da América Latina, retratando cultura, natureza, folclore e o cotidiano. Esta coleção de fotografia fine art foi reunida pelos artistas Sebastián Liste, Christina de Middel, Álvaro Ybarra Zavala, Laura León, Jesús Rocandio, Adriana Zehbrauskas, Stephen Ferry, Tomás Munita e Emilia Brandão para evidenciar a força da fotografia latino-americana contemporânea. Como fotógrafos, os artistas contam com o patrocínio da Leica Iberia, trabalharam extensivamente com agências de fotografia mundialmente renomadas, como Magnum e Getty Images, estão representados em importantes coleções de arte, como a do Metropolitan Museum de Nova York, e foram publicados em grandes veículos internacionais, como a revista Time.

Embora parcialmente derivadas de projetos de fotografia documental, as obras desta coleção foram selecionadas por seu valor artístico singular. O que distingue esta coleção da fotografia documental é a abordagem artística. Não é apenas o tema das fotografias que demanda um contexto de belas-artes, mas também o estilo e a composição. A grande escala de muitas das obras, montadas e emolduradas, exige a atenção do espectador de maneira semelhante a uma pintura histórica. Da mesma forma, os dípticos menores fazem referência a modos de exibição comuns em galerias nacionais. Cada obra contribui para a narrativa visual que constitui a coleção South.Southwest. Por vezes atmosféricas, por vezes poéticas, por vezes biográficas, as obras documentam e celebram uma visão latino-americana contemporânea sobre a vida.

O que torna esta coleção fotográfica tão singular é o fato de que cada obra é uma impressão em edição única, com procedência incontestável. Isso é garantido por um processo de identificação em quatro etapas, envolvendo a certificação pela Leica, pelo fotógrafo, pela galeria e pelo comprador. O comprador adquire os direitos exclusivos sobre uma obra que enriquecerá qualquer coleção de fotografia. Por meio de seu patrocínio, o colecionador torna-se um agente fundamental na preservação e no futuro da coleção South.Southwest, que segue em constante expansão.

A exposição, apresentada exclusivamente na galeria re|space, em Berlim, marca a estreia mundial da coleção. Com o objetivo de levar a fotografia latino-americana contemporânea a um público mais amplo, a mostra sediada em Berlim — cidade que abriga pessoas de cerca de 190 nações — permite que as obras sejam vistas de perto por entusiastas da arte e da fotografia de todo o mundo. Isso amplia não apenas o alcance da própria coleção, mas também o intercâmbio cultural entre a América Latina e o restante do mundo. As obras da coleção South.Southwest escolhidas para esta exposição compartilham uma profunda conexão com a vida na América Latina. Embora seja a primeira vez que as obras da coleção South.Southwest sejam exibidas publicamente, a coleção está em constante crescimento e, assim, cada obra passa a integrar seu legado.

 

Curador: Irakli Megre e Isabelle Thul
Galeria re|space
Berlim/Alemanha
out.2020
Artistas: Sebastián Liste – Cristina de Middel – Álvaro Ybarra Zavala – Laura León – Jesús Rocandio – Adriana Zehbrauskas – Stephen Ferry – Tomás Munita – Emilia Brandão