PARIS GLACIAL

Um estudo de Paris depois de uma grande nevasca

 

Casal caminhando nas Tulherias nevadas, em Paris, junto à balaustrada, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial I

 

Galhos nus com uma linha de neve contra o céu de inverno em Paris, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial II

 

Cachorro preto passeando na neve das Tulherias diante do Louvre, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial III

 

Pássaro pousado num poste de luz parisiense contra céu de nuvens, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial IV

 

Tulherias vazias e cobertas de neve com a Torre Eiffel ao fundo, Paris, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial V

 

Tulherias sob névoa e neve com a Torre Eiffel quase apagada ao fundo, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial VI

 

Banco de pedra vazio coberto de neve nas Tulherias, diante do Louvre, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial VII

 

Bancos de pedra vazios cobertos de neve nas Tulherias, diante do Louvre, fotografia em filme preto e branco de médio formato.

Paris Glacial VIII

 

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Um estudo de Paris depois de uma grande nevasca

2017 Paris/França

FORMATO: filme médio-formato, preto e branco

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL, BNP PARIBAS, SÃO PAULO, 2026
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL, CARIBÉ GALLERY, SÃO PAULO, 2025
CASACOR SP, SÃO PAULO, 2025
SELECIONADO PELA PHOTOVOGUE, 2022

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(texto curatorial)

Durante uma nevasca excepcionalmente rigorosa em 2017, Paris se tornou outra: ruas vazias, jardins interditados, um silêncio suspenso no branco absoluto. Anos antes do isolamento imposto pela pandemia de Covid-19, o ritmo urbano foi interrompido, forçando os habitantes e turistas à introspecção. Neste momento, a fotógrafa percorreu a cidade, registrando a transformação do espaço e a maneira como a paisagem estabeleceu uma nova coreografia ao cotidiano.

A série tem uma carga sinestésica, evocando a calmaria e o silêncio. A neve, ao absorver os ruídos habituais, cria uma suspensão da temporalidade própria. O Jardim de Tuileries, geralmente tomado por turistas e passantes, aparece como um cenário espectral, onde a ausência se torna protagonista.

Paris Glacial aborda a fragilidade daquilo que tomamos como permanente. Diante da força da natureza, a arquitetura icônica se dobra e, no branco denso que recobre fachadas e calçadas, a imagem da cidade se desfaz e se refaz, revelando que sua verdadeira identidade reside não na solidez dos monumentos, mas na constante mutabilidade do que é vivido.

Texto: Luiza Testa